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tade Fidelissima adheriu, pela Convenção de 7 de Dezembro, aquella de 1818. Reservamos por conseguinte dar, em seguimento a esta ultima, a de 15 de Abril, o que faremos no Tome ve da nossa Collecção.

Do mesmo modo cumpre-nos fazer agora uma pequena observação acerca de certas transacções effeituadas nos annos de 1819 e 1820 entre o Reino Unido de Portugal, do Brazil e Algarves e as Provincias Unidas do Rio da Prata, para que não sejamos taxados de menos cuidadosos na inserção de documentos, que, posto hoje de interesse secundario para nós, somos obrigados a omittir, não porque ignorassemos a sua existencia, ou não empregassemos os meios pessiveis ao nosso alcance para os obter, mas sim por não haveren tido feliz resultado as diligencias que empregámos para este fim.

O primeiro documento a que alludimos é a Convenção de limites que no ano de 1819 foi celebrada entre o Reino Unido de Portugal, do Brazil e Algarves e o Cabido de Montevideu. O autographo d'esta Convenção, e actos solemnes que d'ella fazem parte, acham-se na Secretaria do Governo da Provincia de S. Pedro.

O segundo é a Convenção celebrada a 20 de Fevereiro de 1820 entre o General Barão da Laguna, o Cabido de Montevideu e os Deputados de S. José, que vem citada na correspondencia official.

Temos aguardado até hoje alguma resposta favoravel ao pedido que fizemos tanto d'estes dois documentos como da Convenção de 20 de Outubro de 1811, pela qual foi reconhecido o Paraná, e do Armisticio concluido em 26 de Maio de 1812 entre o Governo provisorio das Provincias Cnidas do Rio da Prata e o Tenente Coronel Rademaker para a evacuação de Montevideu pelas tropas portuguezas. E comquanto estes dois ultimos documentos devessem ter sido inseridos no Tomo iv da nossa Collecção, reservamoDos para notar aqui a sua omissão, por isso que nos tinhamos de occupar agora dos dois primeiros que lhes são analogos.

Da Convenção relativa ao Paraná só temos uma remota idéa, porém não assim do Armisticio de 26 de Maio que, alem de vir citado a pag. 301 dos Annaes da Provincia de

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S. Pedro pelo Visconde de S. Leopoldo, d'elle se encontra um extracto, ao que parece, a pag. 21 do Tomo i dos Despachos e Correspondencia do Duque de Palmella (1). Temos como certo que tambem houve uma Convenção addicional ao alludido Armisticio. Alem dos documentos a que acima nos referimos é pos

é sivel que haja alguns mais de que não tenhamos noticia; só poderemos conhecer da sua existencia quando haja de proceder-se a uma busca no chamado Archivo do Pateo das Vaccas; e quando, uma vez separada a correspondencia official d'aquellas epochas, pertencente ao Ministerio dos Negocios Estrangeiros, a qual no anno de 1821 foi remettida do Rio de Janeiro para Lisboa, passe como cumpre para a dita Repartição, preenchendo-se por esta forma uma notavel lacuna no seu Archivo, e dando-se ao conhecimento publico documentos porventura interessantes, assim para a historia da epocha, como indispensaveis para auxilio dos nossos Agentes na decisão de questões que ainda possam estar pendentes.

Lisboa, 30 de Maio de 1857.

(1) Eis-aqui os Artigos a que alludimos:

ART. I. Haverá suspensão de hostilidades entre as tropas Portuguezas e as do Governo do Rio da Prata.

ART. II.

O armisticio será illimitado e quando hajam de recomeçar as hostilidades de qualquer das partes, dar-se-ha aviso antecipado de tres mezes.

ART. II.

Logo que os differentes corpos dos cheses armados receberem notifica-. ção d'este Armisticio, darão as ordens necessarias para cessarem as hostilidades, e para se retirarem as tropas de uma e outra parte aos limites de seus respectivos territorios, como elles eram reconhecidos antes de haverem as tropas Portuguezas invadido o territorio Hespanhol.

REINADO DA SENHORA D. MARIA I.

PARTE III.

REGENCIA DO PRINCIPE REGENTE

O SENHOR DOM JOÃO.

CONTINUAÇÃO.)

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